RISE for Social Change

No fim de Novembro teve lugar, em Turim, Itália, o programa RISE organizado conjuntamente pelas Nações Unidas (UNIDO – United Nations Industrial Development Organization) e a Fundação CRT do qual o João, em nome do menos, foi selecionado para participar e representar Portugal.

O programa trouxe, num só lugar, 22 empreendedores sociais da zona euro-mediterrânica, num processo de selecção altamente exaustivo, com o objectivo de acelerar as suas empresas sociais e de complementar as iniciativas, com a rede de suporte das organizações envolvidas, assim como 1 ano de mentoria com mentores da rede. Os empreendedores vieram de 14 países (Albania, Algéria, Egipto, França, Grécia, Itália, Líbano, Montenegro, Marrocos, Palestina, Portugal, Espanha, Tunisia e Turquia).

Como sumariza Massimo Lapucci, Secretário Geral da Fundação CRT e Chair do European Foundation Centre: “This programme in partnership with the United Nations creates a community, anchored in peer-to-peer and intercultural exchange of experiences and best practices, that supports young social entrepreneurs to develop and grow their enterprises, that hold the potential of addressing the pressing challenges of our time.”


O João conta-nos a sua experiência na primeira pessoa.
“Uma das maiores riquezas do programa foi a troca de melhores práticas e o contraste cultural. É impressionante ver as semelhanças, mesmo em realidades tão diferentes, dos desafios, ambições, cultura e mentalidade. Foi uma experiência muito relevante a nível pessoal e profissional. O programa foi bastante exaustivo pois todos sabíamos que tínhamos 8 dias e que ia ser difícil reunir todos novamente, portanto ninguém queria perder tempo para nos conhecermos uns aos outros e aproveitarmos os speakers e workshops alinhados para nós.

Três das maiores aprendizagens profissionais talvez tenham sido:
1. Capital Social – como utilizar o poder de uma boa rede de contactos e como alavancar esses mesmos contactos para o desenvolvimento da nossa organização.

2. A essência do menos – apesar de já andarmos a trabalhar no menos há alguns anos, só agora creio que percebi a essência do nosso trabalho. Parece algo tão objectivo mas foi altamente revelador. Em breve irão ouvir mais sobre isto.

3. Estrutura de custos – olhar todas as semanas para a estrutura de custos e ter a certeza de que não há “custos escondidos” que não estamos a contabilizar. Pedir a pessoas externas para olharem com detalhe para as nossas finanças ajuda a termos uma visão holística das nossas operações.


Devido à forte componente de workshops e dinâmicas, o programa permitiu-nos retirarmos modelos, formas de envolvimento, ferramentas e novas abordagens para os nossos programas que queremos implementá-las brevemente.

Para além de muitas noites mal dormidas, e de todas as amizades que guardo no coração, algo que foi absolutamente marcante para mim foi conhecer pessoas de países “oficialmente” em guerra que se juntaram no mesmo lugar para discutirem como construírem países e comunidade melhores. Isto fez-me repensar na forma de intervirmos na nossa comunidade e de criarmos sinergias dentro destas, fora e internacionalmente.

Há imenso potencial em todos os lugares.”


E cada vez temos mais a certeza de que podemos construir muito mais, com cada vez menos.

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