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Empreendedores menos: Susana Alves e o Lugar Específico

Desta vez, partilhamos uma breve entrevista a um dos empreendedores da comunidade menos: a Susana. Uma das empreendedoras, de tantos, que nos faz saber que o que fazemos vale a pena.

 

Continuamos a acompanhar o seu projeto porque acreditamos que todos os empreendedores devem ter uma comunidade de apoio. Tem sido um prazer testemunhar o seu progresso e atitude neste salto para o mundo nada fácil do empreendedorismo.  

Acreditamos que, se a lerem, também se vão sentir inspirados.

Nas tuas palavras, o que é o teu projeto:

O Lugar Específico é um lugar entre a arte e a educação. Consiste na criação de projetos que coloquem a arte a educação em diálogo e em pé de igualdade. Mas é também um projeto cultural de bairro a escala local que tem ofertas culturais da qualidade das grandes instituições, com proximidade familiar e um caráter informal.

Chama-se lugar específico por ser um espaço multiusos, multifuncional que se adapta.

empreendedores menos Susana Alves Lugar Específico
O Lugar Específico

E, Susana, o que descobriste que havia em ti de empreendedora?

Descobri que sou uma semeadora. Tenho facilidade em ver pontes e ligações entre atividades, pessoas, instituições. Sou uma criadora de redes e parcerias e tenho-me apercebido que isso ajuda e muito.

Sou também muito resiliente. Desde que comecei, foram-me negadas muitas oportunidades por não ser artista (vim da área de psicologia, mas trabalhei sempre com projetos artísticos). O que me fez lutar ainda mais para provar o meu trabalho.

A conclusão é que, para chegarmos onde queremos nem sempre o faremos através do caminho que imaginámos.

 

Apostamos que nem tudo é fácil… para ser precisa tanta resiliência.

Não, mas a ideia do erro para mim é fundamental. Até porque estudei a importância dele em psicologia, que é assim que aprendemos.

Posso dar um exemplo de algo que não correu bem. Fiz a proposta de uma ideia que foi apresentada de uma maneira demasiado alternativa. Quero que as pessoas olhem para este espaço como algo alternativo ao ensino que têm normalmente. Então desenhei um programa com atividades e nomes alternativos. No entanto, o que me chegaram foram pessoas que precisavam de explicações, mais do mesmo.

Confesso que fiquei desiludida. Mas tenho um quê de teimosia e por isso vou continuar, já com uma lição: vou começar a usar um tipo de linguagem que seja mais acessível para as pessoas. Assim, quando as pessoas vierem, já lhes posso dar o que lhes quero oferecer, que está testado e que eu sei que resulta. A conclusão é que, para chegarmos onde queremos nem sempre o faremos através do caminho que imaginámos.

Conhece outros empreendedores da comunidade menos e candidata-te ao Programa de Ignição para avançares com o teu projecto e teres o apoio desta comunidade.

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