Da ideia para o mercado: A Sara e a Cátia e a “Escola do Sentir”

Faça dos seus sonhos a inspiração que precisa para os realizar, tal como fizeram Sara e Cátia as fundadoras da Escola do Sentir.

Sara e Cátia são duas psicólogas de profissão e, durante a sua experiência clínica, foram recebendo muitas crianças, adolescentes e pais. Com o passar do tempo aperceberam-se que os casos que surgiam durante as consultas eram muito semelhantes: crianças agitadas, com baixa autoestima e baixo rendimento escolar. Verificaram que crianças não sabiam lidar com as próprias emoções e isso estava a afetá-las a vários níveis. Foi assim que surgiu a Escola do Sentir.

Para testar este ambicioso projeto, a dupla viajou até ao Brasil em maio de 2017 como voluntárias, onde aplicaram o projeto que desenvolveram em crianças e adolescentes dos meios mais desfavorecidos. No Brasil puderam comprovar a eficácia e robustez do programa, assim como, presenciar diariamente as mudanças positivas e significativas na comunidade com que contactaram.

Voltaram a Portugal de coração cheio, com ainda mais vontade de abraçar o projeto e de levá-lo o mais longe possível. Era altura de dar a conhecer a Escola do Sentir, de formalizar o projeto. Para isso, tiveram o apoio da Câmara de Lagos, que permitiu que implementassem o programa no decorrer do ano letivo em algumas escolas primárias. No entanto, para poderem levar o projeto à fase seguinte, regressam a Lisboa e foi aí que surgiu o contacto com o menos.Sabíamos que, para dar o salto, precisávamos de repensar e restruturar o modelo de negócio e o menos surgiu no momento certo”.

O sonho estava a tornar-se cada vez mais real e o  menos forneceu todas as orientações necessárias para a estruturação do projeto. Desde o planeamento, aos passos a seguir para chegar aos objetivos, e claro, o avançar com calma para criar uma estrutura forte.

A calma aqui surge num contexto de paciência, pois nos sonhos tudo acontece muito rápido e, quando existe paixão pelo projeto, o ideal é tudo “para ontem”, mas as coisas precisam do seu tempo para ganharem vida. “O menos trouxe-nos para a terra, fez-nos pensar de forma mais prática e mais realista e a conseguirmos ganhar estrutura. Resumindo, o menos ajudou-nos a simplificar”.

Mas nem tudo foi fácil e os principais desafios da Escola do Sentir surgiram com a necessidade de fazer parcerias estratégicas, fundamentais para o sucesso do projeto. Comunicar ao parceiro a importância desta ideia foi um verdadeiro desafio, principalmente quando ainda não o conheciam. “Afirmar e mostrar aquilo que temos de bom para oferecer, foi o momento mais desafiante”.

Contudo, o esforço foi recompensado e, neste momento, já contam com vários parceiros, como plataformas de pais online, juntas de freguesia, jornais, centros de estudos, entre outras entidades. Destacam-se entre eles, a iniciativa no Bairro Portugal Novo, em colaboração com a Junta de freguesia do Areeiro, com um programa anual de educação emocional, e com a Junta de freguesia do Beato onde são realizadas formações e workshops para pais e profissionais. Colaboram também com a Pumpkin, Up to Kids e P3, tudo isto em simultâneo com os serviços de psicologia clínica na sede, em Lisboa.

As parcerias, que foram neste projeto os principais desafios, são também as principais conquistas. Elas permitem que a Escola do Sentir chegue a mais pessoas de norte a sul do país. A prova disso é que se encontram a realizar vários workshops, todos com grande adesão. O foco é para os pais e profissionais, pois, não basta cuidar das crianças, é necessário dar ferramentas aos pais em casa e aos professores em contexto escolar.

O sonho continua a crescer e a Escola do Sentir, anseia por uma escola que eduque em primeiro lugar para as emoções, para os sentimentos, para os afetos, para a igualdade, para o equilíbrio e bem-estar global, uma escola onde há lugar para as relações e para a brincadeira. Sonha com uma nova educação, focada na criança, no seu desenvolvimento cognitivo, físico e emocional. Uma educação alicerçada numa intervenção com pais e numa forte vertente de intervenção social e comunitária, sonha com um mundo melhor, onde o sentir é a palavra de ordem!!

“Acreditamos que ao cuidar das crianças de hoje estamos a cuidar dos adultos de amanhã.” Sara e Cátia sabem que as competências que estão a ser fornecidas hoje, a forma como estão a ensinar a gerir emoções e relações, leva a relações saudáveis e isso vai-se refletir em grande escala quando as crianças forem adolescentes, adultos e profissionais. No fundo, a Escola do Sentir quer preparar as crianças de hoje para o futuro e, sem dúvida, as competências emocionais e sociais vão ser imprescindíveis.

Para Sara e Cátia o ponto chave para o sucesso deste projeto foi sem dúvida a identificação da necessidade, neste caso muito ligada a área que ambas são apaixonadas. Assim, ficou mais fácil ter a resistência e resiliência necessárias para conseguirem ultrapassar os obstáculos que foram surgindo ao longo do caminho. Além disso, acreditam que quando há paixão e entusiasmo por uma causa, é possível desafiar-se e alcançar os objetivos diariamente. Se consegue senti-lo, consegue realizá-lo!

A Sara e a Cátia fizeram o Programa de Ignição menos e são hoje parte da comunidade que acompanhamos. Se quiser participar, saiba mais aqui.

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