porque falham os negócios

6 principais razões pelas quais os micronegócios falham

Criar um negócio não é fácil. Se esta é uma verdade para o mais experiente dos empresários, é uma verdade ainda maior para os pequenos empreendedores. Desde a ideia ao lançamento no mercado, o caminho faz-se de altos e baixos e a vontade de desistir pode surgir a qualquer momento.

Saber onde os outros falham é meio caminho andado para poder prevenir uma série de situações que podem “matar” o negócio. Quer seja numa fase inicial ou quando já se investiu muito a nível pessoal e financeiro, ter de “largar tudo” não é agradável. Assim, apresentamos as seis principais razões pelas quais os micronegócios falham.

1. Não se sabem diferenciar da concorrência (ou não o procuram)

A tendência para seguir os outros e apostar em serviços e produtos que estão “na crista da onda” é forte. No entanto, ser “mais um” é precisamente um dos principais motivos de insucesso dos micronegócios. 

Ter uma identidade própria é fundamental. Não faz sentido abrir um negócio numa pequena rua com quatro negócios idênticos se a oferta não for inovadora. Diferenciar-se pelo preço também não é a melhor das opções – é preciso um número muito mais elevado de clientes para conseguir ser rentável.

Cada micronegócio deve, portanto, criar o seu próprio espaço no mercado, estudando bem a concorrência e identificando oportunidades. A diferenciação é possível pela forma como se faz o serviço (por exemplo, sistema de entregas no local de trabalho), através dos locais onde se está presente e pela forma como se comunica.

2. Não percebem quem são realmente os seus clientes

Ninguém quer desenvolver algo que ninguém quer comprar. Mas não observar para quem realmente se está a vender é outro erro bastante comum nos micronegócios.

Para que o negócio seja bem sucedido, é preciso perceber quais são as necessidades dos clientes e o que estes procuram. Vamos imaginar que já se identificou o suposto cliente mas que, na realidade, o produto é comprado por quem quer oferecer algo a essa pessoa. Ou seja, à partida, o verdadeiro cliente procura algo diferente, agradável à vista e com uma embalagem de oferta apelativa.

Para micronegócios que vão começar, podem fazer-se estudos de mercado à sua escala – fazer entrevistas e testar a ideia com diferentes tipos de pessoas para perceber quem é que reage à oferta. Quando falamos de micronegócios que já existem, é preciso prestar atenção aos clientes – perceber porque é que os escolheram, de que estavam à procura, como é que os encontraram e se os recomendaram a outras pessoas.

3. Têm medo de errar

O medo de errar pode ser uma habitual forma de auto sabotagem. Há quem adie ações constantemente e procure ter tudo o mais desenvolvido possível antes da apresentação ao mercado. O que muitos pequenos empreendedores não percebem é que, com toda a (desnecessária) preparação prévia, as consequências serão muito maiores quando (e se) falharem.

Muitas vezes, quem se lança em micronegócios quer ter muitas certezas, mas não há certezas sem teste. Um exemplo muito clássico é o de pessoas que tentam registar marcas ainda o negócio nem começou. Se, por acaso, este não funciona, o tempo e o dinheiro que já foram investidos fazem com que esta falha ganhe proporções muito maiores.

É importante ir testando o negócio, com calma, com equilíbrio. Não se vai saber se é o certo antes de começar. A prudência é necessária, mas a capacidade de arriscar também, e tudo se quer na dose certa.

Ter um produto/serviço de qualidade não é garantia de que tudo o resto vai acontecer organicamente

4. Não se focam nas vendas

Este é o problema principal apontado por uma série de pequenos empreendedores. Algo que, infelizmente, vemos a acontecer com muitos micronegócios: as coisas aparentemente estão a correr bem, e a preocupação fica de lado. A preocupação em fidelizar clientes, em converter novos,  em ter uma base de dados, em recolher feedback e em ir melhorando o produto/serviço nunca deve ser posta à margem.

Um negócio que é essencialmente de venda única conta com um desafio ainda maior no que a isto diz respeito. No entanto, mesmo num negócio de venda regular, tem de existir uma estratégia de vendas. Esta, infelizmente, é algo de que muito poucos micronegócios dispõem.

Ter um produto/serviço de qualidade não é garantia de que tudo o resto vai acontecer organicamente e os pequenos empreendedores têm mesmo de se focar nas vendas.

5. Fazem um investimento inicial muito avultado

Todos os aspetos da gestão de um micronegócio são importantes e o financeiro não é exceção. Investir muito numa fase inicial implica também a necessidade de um retorno muito rápido. Este é um grande peso para colocar desde logo.

Correndo o risco de parecer repetitivos, testar a ideia primeiro e ir crescendo com base naquilo que os testes dizem é extremamente importante. Se estivermos a falar de um negócio de roupa, por exemplo, se calhar a primeira coisa a fazer não será alugar uma loja num grande centro urbano, gastar dinheiro em decoração e ficar à espera que os clientes venham. Isto é meio caminho para “escorregar” e acabar por ter de fechar.

É preciso ser paciente e ir evoluindo de acordo com as aprendizagens. Não se deve colocar um investimento ou um custo fixo numa fase muito inicial; apenas quando já se tiver uma estrutura e um volume de negócios que faça sentido. Começar o mais pequeno que se conseguir é a atitude mais sensata.

6. Experienciam desmotivação após os primeiros erros

Um micronegócio trata-se, muitas das vezes, de um projeto de um só empreendedor, sendo um processo muito solitário.

Nem tudo vai correr bem à primeira; os primeiros obstáculos vão surgir e o retorno nem sempre vai ser o esperado e o necessário. 

Muitos deixam de sentir que são capazes. Começam a achar que não têm as competências necessárias, acabando mesmo por desistir. 

Empreender, em qualquer tipo de negócio, exige um investimento muito grande de energia. Neste aspeto, ter uma rede de apoio é fulcral e é algo que de que muito poucos micronegócios dispõem. Além dos amigos e da família, que serão sempre os apoiantes número um, é importante fazer parte de uma comunidade. Partilhar visões e dificuldades faz toda a diferença. Assim, nunca se estará completamente sozinho – no bom e no mau. Aqui fica algo mais sobre a comunidade menos.


Criar e desenvolver um negócio é um caminho individual muito próprio, de constante análise profissional e pessoal. 

Não ter sucesso imediato não deve ser encarado como uma derrota e como indicativo de falta de capacidades empreendedoras. Mesmo quando as coisas não estão a correr como se deseja, é importante parar e perceber porque é que estas não estão a funcionar. 

Nem todos os negócios vão crescer à mesma velocidade e nem todos vão resultar. Mas tudo é uma aprendizagem para o futuro. Afinal, se a ideia não funciona, não quer dizer que por detrás desta não esteja um grande empreendedor.

O menos tem como missão ajudar pequenos empreendedores a concretizarem as suas ideias e sonhos, sem investimentos avultados. Na presença de uma equipa motivada e de uma forte rede de apoio, são percorridos os melhores caminhos para desenvolver um micronegócio. O programa inclui acesso a imersão, mentoria, plataforma e comunidade. As candidaturas podem ser feitas aqui.

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